Uma das vez me disseram que: "Prefiro nunca amar do que ter meu coração partido."
Por um tempo, lá no início dos meus 20 anos, eu sustentei essa idéia absurda. Inventando regras para manter as pessoas afastadas de mim, assim, se eu saísse com alguém por mais do que um tempo pré estabelecido, eu sumia, evaporava, desaparecia.
Lógico que depois de um tempo, comecei a ver que um coração partido é um coração vivido. É alguém que teve uma experiência na vida, seja boa ou ruim, pelo menos teve alguma história para contar.
E foi assim que... Eu quebrei a cara.
Não digo hoje que foi um erro ter me apaixonado, aaaaah não mesmo. Assim que saí da minha zona de conforto, decidi que estava na hora de me apaixonar (tola), era hora de deixar o cupido fazer seu serviço (mal feito por sinal)
No auge dos meus 25 anos, eu estava caído já por um cara, eu achava que amor era aquilo que ele me oferecia, que eu tinha que me contentar e pronto.
Mas não é bem assim que a banda toca, né?
Como disse, quebrei a cara, o coração e a conta bancária.
Aos 26 minha história de amor era uma história psicótica e bizarra, de onde eu ansiava logo para virar a página.
E virei...
Virei de novo...
Mais uma vez...
Melhor no próximo capítulo...
Até que, finalmente, no final dos meus 20 e poucos anos, descobri que realmente, mais vale um coração partido, dilacerado, remendado com super Bonder, fita crepe, cola, barbante ou o que for, do que ter um coração intacto que nunca provou do tal amor.
Minha lição?
Ah sim.
Depois de um relacionamento ruim, mas ruim mesmo, digno de um livro, você tem apenas duas opções.
A primeira é: agora você sabe exatamente o que não quer para a sua vida mais, nunca, nunquinha mais.
E a segunda é: o processo de cicatrização varia de pessoa pra pessoa, mas relaxa, que um dia, tudo isso passa.